Humanidade e contradições: a utopia da unanimidade

Recomendo vivamente que assistam aos dois vídeos abaixo: Visionários do Caminho e Carta à Mãe Afrika. Embora o segundo trate de uma luta em particular (batalha anti-racismo e anti-exclusão), ambos parecem encerrar uma série de verdades imanentes à nossa condição humana, com as quais as forças dominantes nem sempre sabem lidar. São verdades universais, que têm a ver com os países e comunidades de todos nós mutatis mutandis. Sou, aqui e agora, a partilhar alguns afloramentos do meu âmago, na sequência desses brilhantes estímulos intelectuais: (i) Não somos gado, por isso não fomos concebidos para seguir irreflectidamente ou concordar incondicionalmente; (ii) Deus poderia ter-nos feito cordeiros, bois, búfalos ou gnus. Mas fez-nos seres humanos, a sua imagem e semelhança; (iii) Ao lidarmos com outros seres humanos, seja em supra-infra-ordenação ou num quadro de tendencial paridade, não podemos deixar de considerar os aspectos anteriores; (iv) Ou seja, se alguém discorda de nós, não quer dizer que nos queira o mal ou seja nosso inimigo: ele está a cumprir a sua parte do quadro global da humanidade em que a dialéctica é uma constante. Aliás, estará simplesmente a ser humano (no sentido ôntico e fáctico), com a individualidade e dignidade que lhe são apanágios; (v) Escusado seria, mas digo à mesma: A UNANIMIDADE É UMA UTOPIA E É CONTRÁRIA À NATUREZA HUMANA; (vi) Enquanto comunidade, temos todos o desafio de lidar com essas questões complexas e por vezes incómodas. Onde houver humanos, haverá que lidar com esses problemas, e haverá sempre que encontrar algum ponto de equilíbrio, algum compromisso. Chamemos pacto social, factores de agregação social e comunitária, o que quisermos… todos esses tópicos não são mais do que diferentes manifestações (revelações?) da verdade axiomática de que todos precisamos uns dos outros; (vii) Fazemos parte de algo maior e mais importante que as nossas pessoas individuais. Mais importante até que a mera soma das nossas pessoas. Não somos números, por isso a operação que nos aproxima da LUZ não se chama soma nem multiplicação. Tão pouco chamar-se-á divisão ou subtracção. A operação que nos aproxima do bem e da luz (do caminho… da grande jornada, se quisermos), chama-se PAZ, AMOR (na acepção de amor-acção), HARMONIA E FELICIDADE, buscadas e preservadas com respeito dos aspectos anteriormente referidos, maxime DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E IGUAL (ainda que apenas tendencial) PROSSIBILIDADE DE FELICIDADE E PROSPERIDADE. ESTAMOS JUNTOS

Link I http://www.youtube.com/watch?v=2qbbbvlewi0

Link II http://vimeo.com/17703365

Esta entrada foi publicada em Sem categoria. ligação permanente.

Uma resposta a Humanidade e contradições: a utopia da unanimidade

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s