Essas medidas até são importantes e urgentes, mas o essencial é criar condições mais concretas e direccionadas para que haja menos acidentes. Por exemplo, a estrada Sumbe-Lupito tem um centro desses, mas ela é tão estreita, sem mero reflectores a separar as faixas e as margens, tão pouco tem “escapatórias”. O resultado é que na maior parte dos acidentes que aí ocorrem, não resta nenhum sinistrado para socorrer. O número de pessoas que tem ficado aí justifica inclusive que se alargue a estrada com a máxima urgência. Além disso, as campanhas de prevenção de sinistralidade deveriam ser mais concretas e melhor direccionadas. Não basta passar as dicas genéricas que têm sido difundidas na rádio e TV. Há muita gente que se faz à estrada e não sabe nada sobre conduzir em longo curso. Tentam fazer ultrapassagens de kandongueiro no longo curso e acabam arranjando maka grossa. O dinheiro usado para propaganda genérica durante uma semana, poderia ser usado para editar um pequeno GUIA PRÁTICO DE CONDUÇÃO DEFENSIVA. Não basta dizer: “cumpram as regras de trânsito”. Acontece que grande parte dessas pessoas não conhecem as regras. É preciso passar dicas concretas, do género: “quando se conduz de noite não se pode entrar nas curvas com os máximos. Assim você não vê se outro carro vem do outro lado e quando se aperceberem disso estarão demasiado próximo e reciprocamente encandeados. No mínimo, baixa a luz antes de abordar a curva e se ninguém estiver a vir pode voltar a subir. OMANU VAKOLA
Jornal de Angola – Sinistrados têm postos de socorro
via Jornal de Angola – Sinistrados têm postos de socorro.