SOBRE A QUESTÃO DA EMIGRAÇÃO DE ÁFRICA PARA A EUROPA

OS EFEITOS NEFASTOS DO PATERNALISMO

Um dia depois da aprovação da Constituição das República de Angola, num processo que terá iniciado com a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, e todos s acontecimentos que se seguiram, trago-vos uma reflexão incitada por um texto de autor desconhecido, publicado no Blogue Refúgio III, da companheira Leninha de Barros (http://alphalen.blogspot.com/2010/01/europa-encerrada.html). São daqueles textos cujas ideias são tão directas que vale a pena reflectir sobre ele, mesmo quando os recebemos por mai – sem a referência do autor. 

Eis o conteúdo do texto sobre o qual somos todos convidados a refectir:

"Parece bastante hipócrita a tenacidade com que a Europa procura evitar a chegada de imigrantes africanos, quando não são outra coisa que o resíduo patético das suas corridas coloniais de vários séculos.

Esperará por acaso a Europa que depois de séculos a saquear a África despojando-a da sua cultura, dos seus recursos materiais e humanos, de injetá-la com a sua febre perniciosa de consumo, vai poder encarar o novo milênio como uma espécie de fortaleza artilhada e compacta em cujo interior todos são felizes enquanto que, no exterior, a fome e o desespero alastram?

No conto de Edgar Allan Poe ‘A máscara da morte vermelha’ simboliza-se a futilidade da intenção do príncipe de se fechar no seu palácio a dar festas até que a peste passe.

A morte acabou por entrar.

A Europa é rica graças, essencialmente, a tudo o que levou da África.

Por acaso esperais que os africanos famintos fiquem padecendo da miséria dos vossos latrocínios enquanto que as sociedades européias desfrutam dos altos níveis de qualidade de vida?

Acreditais que é tolerável que quem os roubou, matou e violou centenariamente venha a pontificar-se e a dar-lhes lições sobre moral e direitos humanos?

Não vos lembrais, ingleses, dos massacres do Kenya; os despojos na Rodésia?

Não vos lembrais, franceses, o quanto roubastes em Dakar e na Costa do Marfim?

Não vos lembrais, alemães, dos campos de concentração na Namíbia e dos crânios do povo guerreiro dizimado e que ainda conservais no Museu de Medicina de Berlim?

Não vos lembrais, belgas, das vossas atrocidades no Congo?

Não vos lembrais, portugueses, das vossas escavações depredadoras em busca do ouro de Angola, das vossas caçadas de escravos em Moçambique?

Não foi a vossa cobiça e a vossa vaidade ridícula, europeus, que regou com tanto sangue de crianças inocentes os diamantes da Serra Leoa?

E agora dai-vos ao luxo de repelir estas barcaças de desesperados, de encerrardes e de deportardes os fugitivos que chegam às vossas costas marítimas, porque até dão mal aspecto às vossas glamorosas praias mediterrânicas.

Se a Europa fosse coerente com as suas próprias políticas de direitos humanos teria que acolher com os braços abertos todos os africanos e pedir-lhes perdão por todas as ofensas, oferecendo-lhes repartir aquilo que levaram de suas terras.

E o mais curioso é que estes embandeirados pela angústia não pedem o que lhes pertenceria por direito.

Apenas pedem as migalhas de uma esmola, vender bujigangas nas praças, entregar jornais ou lavar automóveis… e mesmo assim não os querem…

É um espetáculo demasiado doloroso, demasiado triste que no centro da vossa grande civilização se mostrem os rostos obscuros das vítimas que o tornaram possível.

A vossa cegueira é admirável, a vossa hipocrisia é criminosa, a vossa baixeza é formidável.

Meditai longamente sobre o que estais a fazer, europeus.

Vós, que fizestes história, seríeis demasiadamente estúpidos se esquecêsseis o que aprendestes.

Todo o poder de Roma não impediu a sua queda às mãos dos bárbaros famintos da Germânia e do Tártaro.

Toda a majestade da Britannia se baixou sem atenuantes perante as massas hindus lideradas por um homenzinho de aparência insignificante mas com um grande coração.

Despertai do vosso sonho torpe e da vossa fantasia narcótica.

O mundo ruge desesperado à vossa volta.

Quanto mais tempo pensais que podereis fingir não ouvir?

A Europa deseja permanecer fechada enquanto que uma África saqueada se dessangra… como a América Latina… como o Oriente de segunda…

Não se pode aceitar que tanta beleza nas artes tenha surgido de corações tão duros…

Seguramente a Europa abrirá o seu coração, as suas portas…

Seguramente aprenderemos algum dia a tratar todos os seres humanos como iguais, porque se não for assim, estaremos aceitando os distintos genocídios ocorridos ao longo da história como feitos normais…"

Ideias de ocasião sobre o assunto:

Não há como deixar de reconhecer que este texto faz uma abordagem super incisiva da realidade actual da relação África-Europa, em face das questões históricas referidas… Designadamente o facto de a Europa ter-se enriquecido em grande medida às custas dos recursos que "roubou" de África, muitos dos quais (principalmente humanos e culturais) limitou-se a destruir, seja promovendo o seu desaparecimento e fomentando conflitos, seja lançando-os ao mar em consequência dos mesmos se terem "deteriorado" durante a penosa e desumana viagem em direcção às Américas e outros destinos de interesse dos exploradores/colonizadores/esclavagistas.

 

Porém, tenho de discordar das soluções propostas no texto. Parece que não, mas seria muito pior para o continente africano se a Europa deixar abertas as suas fronteiras para que os emigrantes africanos adentrem no velho continente, para  – na busca de uns parcos euros – varrer chão, vender jornais, comercializar bujingangas e fazer outros trabalhos que os europeus têm relutância em realizar… ou mesmo empregos qualificados e bem remunerados.

 

A verdade é que uma realidade dessas não estaria muito distante do que se fazia no quadro da colonização (exploração?…).

 

Não é útil ter esse tipo de visão, com um certo cunho "paternalista". Com toda a carga do passado e os problemas que existem, África tem de resolver os seus próprios problemas. Podemos até admitir a Europa tem alguma obrigação "moral" de ajudar África. Mas tem de ser bem visa a questão de que tipo de ajuda seria útil para África, para os próprios europeus e para o mundo de um modo geral. Não é dando peixe às pessoas ou dando-lhes a "sopa dos pobres" que resolvemos os problemas. Temos de ajudá-los a criar condições para resolver os seus próprios problemas.

 

No caso em questão, ajudar os países africanos a resolver os seus próprios problemas pode passar por colaborar em programas de ensino, cuidados de saúde e outras medidas que ajudem a melhorar a qualidade de vida nos países de origem. O que se passa é que os europeus andam sempre a arranjar maneira de transformar os estados africanos numa espécie de longa manus, tentando imiscuir-se nos assuntos internos, principalmente quando dão (devolvem) uns tostões destinados a ajudar a resolver alguns problemas em África.

 

Não cabe nesse espaço fazer mais considerações… ainda assim, gostava de reiterar que os movimentos migratórios a que o texto faz referências são prejudiciais a ambas as partes.Com esse tipo de migração África (que sofre graves desequilíbrios demográficos) perde ainda mais os poucos recursos (e potencialidades) humanos, depois dos milhões de quadros (cérebros e força de trabalho) roubados pelo tráfico de escravos. Já não vamos falar dos quadros perdidos nos muitos conflitos, alguns deles gerados ou fomentados por interesse económicos ocidentais.

O meu não é um país perfeito. Mas, a verdade é que Angola tem conhecido uma estabilidade e um crescimento que faz com que pareça ridículo deixar o país para ir à Europa… muito menos para lavar a louça dos outros. A estabilidade e o crescimento económico fazem com que as pessoas tenham mais hipóteses de prosperidade ao manterem-se no próprio país e ajudarem para que seja um Estado de todos os seus filhos a cada vez melhor.

 

Claro que em Angola temos problemas (mais ou menos graves) de desigualdades sociais e de desigual acesso às riquezas… mas não há como deixar de reconhecer que a vida tem melhorado, como resultado – directo ou indirecto – da paz e da estabilidade que temos vivido desde 2002.

O que se precisa fazer, ao nível da maioria dos países africanos, é justamente combater as desigualdades e outros problemas como a má governação e a corrupção. Mas, esse combate tem de ser feito pelos nacionais dos próprios países.

 

Algumas pessoas e organizações (dentre as quais os media) ligadas aos estados europeus e outros estados de matriz ocidental têm a propensão de divulgar e promover uma imagem (caricatura) demasiado negativa de África, passando a ideia de que não somos capazes de gerir as nossas pessoas e bens, qual menores ou adultos com limitações intelectuais. Para além de ofensivamente paternalista ( já para não entrarmos nas teorias de eugenia e de superioridade “racial” defendidas por muitos intelectuais europeus no Século XIX, e que depois foram retomadas e extremadas por Hitler, com os resultados que todos nós conhecemos), esta visão tem muitas vezes subjacente a intenção velada de continuar a servir-se das riquezas naturais de África, depois de terem esgotado quase todos os seus recursos naturais.

 

Sempre a considerar,

Forte abraço

António Kassoma "NGUVULU MAKATUKA"

 

Esta entrada foi publicada em O MUNDO EM QUE VIVEMOS. ligação permanente.

6 respostas a SOBRE A QUESTÃO DA EMIGRAÇÃO DE ÁFRICA PARA A EUROPA

  1. Luis diz:

    Boa Tarde amigo. Cheguei agora de almoçar com uma minha Cunhada do Brasil que está de visita ao Filho e ao Neto que tem 3 Semanas; filho de um Brasileiro e de uma Portuguesa… Já viu como as "vidas" se interligam?!

  2. Mazungue diz:

    Correr atrás de ladrão, para resgatar o que nos roubou, pode ser o caminho para o precipício. É morte certa! Organizemo-nos e montemos um sistema de segurança que impeça futuros assaltos.A propósito do texto apresentado lembro-me das palavras de Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola, que morreu em 10 de Setembro de 1979, ano consagrado à Formação de Quadros. – A África continuar a ser um corpo inerte onde cada abutre vem debicar o seu pedaço.Temos de ser nós africanos a assumir o nosso próprio destino arregaçando as mangas para superar as nossas carências e dificuldades. Identificar as verdadeiras prioridades das populações e investir no desenvolvimento sustentável da AGRICULTURA e da INDÚSTRIA. Não adianta chorar, culpabilizando o outro. O culpaldo não são sempre os outros. Proponho a leitura da Oração de Sapiência de Mia Couto(http://www.macua.org/miacouto/MiaCoutoISCTEM2005.htm).AA

  3. Alpha diz:

    Amigo Nguvulu, analisando os dois textos, vejo aqui dois discursos que, ao invés de se anteporem, complementam-se! No primeiro o enfoque é direcionado ao mea culpa europeu, a um abrir de olhos para o fato de que, em certa medida, a emigração africana – legal ou clandestina – é uma conseqüência dos efeitos deletérios do passado. Conduzir-se-ia de forma hipócrita a Europa se ignorasse sua responsabilidade e, nesse sentido, sua atitude de um fechamento de fronteiras seria, no mínimo, uma afronta à dignidade dos povos, um desrespeito aos direitos humanos, um cuspir no prato em que se saciou a fome… E por isso, não posso deixar de concordar com o texto deste autor que, mesmo desconhecido, deu a conhecer uma verdade engasgada que ansiava por uma voz.Seu texto irretocável, meu amigo, nos remete à outra dimensão do problema, à uma análise crítica dos porquês, das conseqüências, do não dito subliminar que está também contido no discurso. E por ser subliminar, viu-lhe a mensagem que também poderia ser usada na justificativa de, digamos, uma neo exploração, uma neo dependência. São dúbios os discursos, não são, meu amigo? Podem- lhe ser retirados fragmentos, argumentos que justificarão fins, finalidades diversas… Penso que a questão acerca do fechamento ou não das fronteiras passa por interesses outros…Não se trata de abrir as portas européias aos “pobres” africanos (e aqui podem entrar na lista os “pobres” países de terceiro mundo, os em desenvolvimento…) e sim, a que ou a quem serviria um fechamento ou abertura. O problema não é emigrar e sim o porquê da emigração. A questão não é abrir as portas e sim o que fazer com o emigrante. O que deve ser repensado é sair o africano da África ( e o porquê disso) e não a abertura da Europa.Considero seríssima a questão que você levantou sobre a atitude assistencialista, paternalista. Na verdade, quando a ajuda externa a um país tem por base essa premissa, ao invés de contribuir para o crescimento deste, surgirá um efeito idiossincrático, isto é, gerar-se-á uma crescente relação de dependência – mesmo que disfarçada de bons propósitos…A emigração, nos moldes em que vem sendo efetuada, revela-nos a dupla face de um mal estar: europeu e africano. Se por um lado argumenta-se que poderá haver um inchaço improdutivo no continente europeu, de outro constata-se que a improdutividade é fruto de uma quase ausência de oportunidades nos países de origem da emigração.Se de um lado buscam-se melhores condições de vida, de outro é negada a devida isonomia de competitividade.Creio que, se outrora, a colonização foi uma conseqüência do Mercantilismo – particularmente vil e depredador em África – hoje em nome de uma pseudoglobalização , são utilizados discursos outros, de roupagens novas porém, com semelhante poderio depredador… As medidas protecionistas, de cunho paternalistas não raras vezes encobrem interesses econômicos e/ou políticos, o que nos faz pensar sobre a real proporção (ou desproporção…) que subjaz aos investimentos…Talvez estejamos – os povos uma vez colonizados – um tanto calejados. Todavia, a História nos mostra com sobejos exemplos que não existem ajudas, apoios externos de conteúdo exclusivamente neutro, altruísta, desvinculados de interesses econômicos ou políticos… quase sempre com o fiel da balança desajustado (ou ajustado previamente). Tenho aprendido que um POVO é que faz seu país crescer. E por isso concordo com você quando disse que cabe aos povos da África a resolução de seus problemas internos.Sim, podem muito bem serem benvindos investimentos, desde que estes efetivamente contribuam para o bem estar da população. Leia-se: saúde, educação, trabalho. Mas que tais investimentos não mascarem a real face da espoliação.Penso que o grave é a resolução da equação interna do continente africano: como gerar emprego, aumentar os índices indicadores de qualidade de vida, melhor gerir os recursos e riquezas naturais, como lidar com a emigração. E essa é uma tarefa a ser executada por cada um dos países da África em sua autonomia. Concordo com o pensamento de que cabe aos povos africanos a gestão de seus países. Porém, é preciso, é necessário que acreditem nisso. Vejo Angola como um país numa posição bastante privilegiada. E, por certo, não há motivos para que se encaixe o povo angolano na posição de emigrante à procura de empregos mal remunerados e humildes. Pelo contrário, que o diga o comércio de jóias, por exemplo, em Lisboa, onde são tidos à conta de clientes especiais (VIP) os turistas de Angola… Uma interessante questão referida em seu texto: a “fuga de cérebros”. Quanto ganhariam os povos da África caso ela não acontecesse; quanto ganha a Europa nessa acolhida “generosa”… Acostumâmo-nos a pensar naquele que emigra como uma pessoa que, ao sair de seu país de origem, irá provavelmente se sujeitar à execução de trabalhos humildes, à humilhação e preconceitos vários. Esquecêmo-nos de que há aqueles de alta qualificação profissional, de que muitos levam em suas bagagens um tesouro que serviria à construção de seu país, não fossem as condições adversas às quais estavam submetidos ( por exemplo, impossibilidade de remuneração condigna ou mesmo trabalho compatível com a formação). Sim, não me parece que as portas se fechem para estes… E a mídia apenas mostra o que é conveniente ser mostrado: aquelas imagens dos “pobres” e desqualificados a aportarem clandestinamente… o que justificará os discursos do fechamento, do assistencialismo, do controle externo e necessário de povos que "não sabem" se auto gerir…Por fim e por já ter me alongado bastante em meu comentário, cumprimento-o por mais uma brilhante reflexão e, agradeço-lhe por divulgar em seu blog o texto contido no meu. Nossos pensamentos são afins e para mim é uma honra contar com sua valiosa acolhida ao meu trabalho de exposição de temas reflexivos. Um sincero e fraternal abraço. Alpha Leninha

  4. Jordão diz:

    Companheiro, quando é será que começarei a discordar de si?Amigo, tens aí uma reflexão séria e profunda. Deixar de mendigar, reclamar e ser sempre a vítima.Tudo isso passa de um processo de conciencialização do proprio africano, partir da maxima que diz "O inimigo separa irmãos para melhor os manipular". O nosso problema, na minha óptica parte do compromisso de liderança de nossos dirigentes africanos, que de forma indirecta acabam executando projectos que não são seus ( mas sim de potências ocidentais) que alimenta sua ganância descabida de poder e escoando cada vez mais económicamente a África. Os nosso lideres não querem eternizar-se pela positiva, as falhas ou erros são consequência natural da actividade humana, mas essecivas falhas provam inaptidão do mesmo, demita-se! Temos visto isso em outras nações. Temos de nos queixar de nós mesmos e procurar soluções internamente, não cair nas cascas de banana que nos continuam a colocar, cegos pela nossa ganância de poder, não enxergamos.Saudações, companheiro!

  5. Agostinho Silva diz:

    Olá Amigo Makatuba, Boa tarde.

    O texto desconhecido é tão incisivo e cruel que nem sei o que dizer… Já nas suas reflexões, concordo com quase tudo. Depois das independências, cabe a cada Povo a Organização dos seus Países – e não estar continuamente – a desculparem-se com as Colonizações. Por mais horríveis que tenham sido, e sendo assim, os Europeus, ainda se estariam a lamentar do Império Romano que tudo saqueou; ouro, minérios de toda a ordem, escravização dos Povos Autóctones etc. et..

    Ponha-mos um ponto final nisso. E como diz a Leninha; não por ser ANGOLANO que quais-queres cidadãos Angolanos não deixam de ser Clientes VIP em Lisboa, de Paris ou Berlim… eu sei que vêem mais a Lisboa por uma questão de ligações efectivas e familiares porque esses laços não se perdem em 35 anos!

    Veja os Brasileiros e Portugueses! Portugal também Colonizou o Brasil. Passados 200 anos de independência… quantas famílias existem de uns e de outros!? Só da minha Família são dois casais mistos de Brasileiros e Portugueses!

    Rancores por um processo do passado que não devia ter existido mas que foi seguido por toda a Europa… já não adianta em nada e nem ajuda no desenvolvimento dos Países nascidos das descolonizações.

    Para não me alongar mais
    Um abraço do “Nguxi”

  6. Reblogged this on Epístolas de Nguvulu Makatuka and commented:

    Esta questão continua dura e dolorosamente actual

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